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Carolina Maria de
Jesus

A escritora que dá nome à Central Mecanizada de Triagem. 14 de março de 1914, 13 de fevereiro de 1977.

Não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida.

Carolina Maria de Jesus
Central Mecanizada de Triagem Carolina Maria de Jesus

A catadora de olhos abertos para a cidade.

Nascida em Sacramento, Minas Gerais, Carolina mudou-se para São Paulo e passou a viver na Favela do Canindé, onde construiu o próprio barraco e catava papel para sobreviver, criando sozinha três filhos.

Foi como catadora que começou a guardar livros e cadernos com folhas em branco encontrados nas ruas, dividindo o tempo entre o trabalho e a escrita de observações críticas sobre a sociedade que isola e discrimina os mais pobres.

A obra

  1. Quarto de Despejo, 1960

    Seu trabalho mais importante, publicado com apoio do jornalista Audálio Dantas. Mais de 80 mil cópias vendidas no Brasil e tradução para mais de 40 idiomas.

  2. Casa de Alvenaria, 1961

  3. Pedaços de Fome, 1963

  4. Provérbios, 1963

  5. Publicados após sua morte

    Diário de Bitita, Um Brasil para Brasileiros, Meu Estranho Diário e Antologia Pessoal.

Em seus escritos, a autora desafiou a pobreza, o racismo e o preconceito contra as mulheres, mas morreu miserável e esquecida. A Central Mecanizada de Triagem da Ecourbis leva seu nome desde a inauguração, em 2014.

Central Mecanizada de Triagem

A unidade que leva o nome da escritora separa até 250 toneladas de recicláveis por dia.

Conhecer a CMT
Esteira de triagem na CMT Carolina Maria de Jesus

O caminho do material reciclável

O fluxo do material dentro da central, etapa por etapa.

Ver o infográfico

Central de Atendimento

156

Prefeitura de São Paulo, onde a solicitação é registrada

Ouvidoria CTL

0800 772 7980

Recorrência para quem já abriu protocolo no 156

Canal de denúncias

0800 721 1418

Operado pela Deloitte, com anonimato garantido